quarta-feira, 2 de outubro de 2013

- Modelos Atómicos

Modelos Atómicos


O átomo  é a menor partícula capaz de identificar um elemento químico e participar de uma reação química.
O estudo do átomo iniciou se na Grécia antiga com o filósofo Leucipo e seu discípulo Demócrito: para eles, o átomo era o menor componente de toda a matéria existente. Sendo, então, impossível dividi-lo em partes menores.
Ao longo dos tempos, foram surgindo diferentes modelos para explicar a forma e constituição de um átomo. À medida que a ciência progride, também progride a visão que o Homem tem do átomo, surgindo novos modelos que tentam explicar a sua constituição.
 
Modelo Atómico de Dalton
 
 
   John Dalton, no séc. XIX (a partir de 1803), retomou a ideia dos átomos como constituintes básicos da matéria. Para ele os átomos seriam partículas pequenas, indivisíveis e indestrutíveis. Cada elemento químico seria constituído por um tipo de átomos iguais entre si. Quando combinados, os átomos dos vários elementos formariam compostos novos.
Assim, na sequência dos seus trabalhos, concluiu que:
  • Os átomos que pertencem a elementos químicos diferentes, apresentam massas diferentes, assim como propriedades químicas diferentes.
  • Os compostos são associações de átomos de elementos químicos diferentes.
  • As reações químicas podem ser explicadas com base no rearranjo dos átomos, de acordo com a lei de Lavoisier.
 







Modelo Atómico de Thomson

Um cientista de nome Joseph Thomson realizou, no final do século XIX, uma série de experiências para tirar novas conclusões sobre a constituição de um átomo.



 
Joseph Thomson (1856 - 1940)
 
 
 
Thomson concluiu que o átomo não era apenas uma esfera indivisível como tinha dito Dalton. Esta esfera tinha carga positiva e no seu interior existiam partículas com carga elétrica negativa, a que se dá o nome de eletrões.


Modelo Atómico de Thomson
 
 
 
 
Modelo Atómico de Rutherford
 
Rutherford demonstrou que a maior parte do átomo era espaço vazio, estando a carga positiva localizada no núcleo (ponto central do átomo), tendo este a maior parte da massa do átomo. Os eletrões estariam a girar em torno do núcleo.
Rutherford também descobriu a existência dos protões, as partículas com carga positiva que se encontram no núcleo.
Este Modelo não explicava porque é que os eletrões não caem no núcleo, devido à atração que apresentam pelas cargas positivas aí existentes.
 






Modelo Atómico de Bohr

Niels Bohr, um cientista dinamarquês que já tinha trabalhado com Ernest Rutherford, completou em 1913, o Modelo Atómico de Rutherford.


Niels Bohr (1885 - 1962)

Bohr concluiu que:

- os eletrões se movem em torno do núcleo com órbitas circulares;

- a cada órbita corresponde uma determinada energia;

- os eletrões com mais energia movem-se em órbitas mais afastadas do núcleo.


Modelo Atómico de Bohr
 
 
 
Modelo da Nuvem Eletrónica
O modelo atómico tido como o mais correto, com base nos conhecimentos que hoje temos, é o Modelo da Nuvem Eletrónica.
 
Este modelo diz que:
- a zona central do átomo, a que se dá o nome de núcleo, é constituída por protões (partículas com carga positiva) e neutrões (partículas com carga neutra);
- à volta do núcleo do átomo giram os eletrões;
- os eletrões não têm órbitas bem definidas, possuem antes movimentos aleatórios em torno do núcleo do átomo;
- na nuvem eletrónica, há eletrões que se encontram preferencialmente mais próximos do núcleo e outros que se encontram preferencialmente mais afastados;
- o núcleo é muito pequeno quando comparado com o tamanho da nuvem eletrónica. É possível por isso concluir que a maior parte do átomo é espaço vazio.
 



 

 


sábado, 8 de junho de 2013

* Luz


Ondas Luminosas:

As ondas luminosas são ondas transversais, o que significa que a direção da perturbação é perpendicular à direção da propagação. São ondas eletromagnéticas e não mecânicas. ou seja, podem propagar-se no vazio pois não necessitam de um meio de propagação. Estas ondas "viajam" a cerca de 300000 km/s no vazio e no ar.

Corpos luminosos e corpos iluminados:

 Os corpos luminosos têm luz própria, e são por isso fontes luminosas. Dentro das fontes luminosas podem classificar:

- Fontes luminosas naturais - como o sol

 
 
- Fontes luminosas artificiais - como lâmpadas ou lanternas
     

Os corpos iluminados são corpos sem luz própria que refletem a luz emitida pelas fontes luminosas (corpos luminosos), como por exemplo a lua.
 
 
Propagação da luz:

A luz propaga-se em linha reta e radialmente em todas as direções num meio em que a sua velocidade de propagação seja constante.

Ao propagar-se a luz pode atravessar materiais translúcidos e transparentes, mas não consegue atravessar materiais opacos.

                           

Como a luz se propaga em linha reta, sempre que existe um material opaco surge uma zona de sombra, que é a zona que a luz não consegue iluminar, então o observador encontra-se na sombra.


Classificação dos feixes luminosos quanto ao modo de propagação:

Triângulo de visão:



Reflexão da luz:

A reflexão da luz é o fenómeno que acontece quando um raio de luz incide numa superfície e é reenviado, ou seja, refletido. Existem dois tipos de reflexão:
 
- Reflexão regular - acontece quando os raios luminosos incidem numa superfície polida, os raios são refletidos na mesma linha em que incidiram e é possível observar-se o reflexo. O exemplo de algumas superfícies polidas são um espelho ou um lago em que a água esteja lisa.


 
 
 
 

- Reflexão difusa ou difusão - acontece quando a superfície em que o raio incide é rugosa e por isso reflete os raios numa linha diferente e já não é possível observar-se um reflexo.


Leis da reflexão da luz:

Quando a luz se reflete:

- o raio incidente, o raio refletido e a normal estão no mesmo plano;

- os ângulos de incidência e reflexão têm a mesma amplitude.





Refração da luz:

 
 Quando a luz passa de um meio óptico para outro, onde a velocidade de propagação é diferente acontece a refração. Normalmente, ao refratar-se a luz muda de direção:
- Quando a velocidade no segundo meio é inferior à velocidade do primeiro, o raio refratado aproxima-se da normal, caso contrário, afasta-se.
- Quando o ângulo de incidência é de 0º, ou seja, quando o raio incide perpendicularmente, não há mudança de direção.


Nesta imagem o segundo meio tem uma menor velocidade que o primeiro, por isso o raio aproxima-se da normal.



Refração total:

Ocorre quando a luz, vinda do maio mais denso, incide na superfície de separação dos dois meios com um ângulo superior ao ângulo crítico. Quando acontece a refração total, a luz acaba por ser refletida.

- Ângulo crítico - é o ângulo de incidência que corresponde ao ângulo de refração de 90º.

 Espelhos Planos:

A imagem fornecida pelos espelhos planos é:
  • virtual, pois parece que existe atrás do espelho, quando na realidade nada lá está;
  • direita e do mesmo tamanho do objeto;
  • simétrica do objeto em relação ao espelho, pois a imagem e o objeto estão um para o outro como a mão direita está para a mão esquerda;
  • forma-se á mesma distância do espelho que o objeto.

Um espelho plano fornece uma só imagem de cada objeto.

Dois espelhos planos, fazendo, entre si, um determinado ângulo, fornecem simultaneamente várias imagens do mesmo objeto.

O número de imagens depende do ângulo entre os espelhos: quanto menor for o ângulo, maior é o número de imagens.






 Espelhos esféricos:

Os espelhos esféricos podem ser côncavos ou convexos.

  • Côncavos-a superfície polida é a superfície interior de uma esfera.

  •  Convexos-a superfície polida é a superfície exterior da esfera.


 Nos espelhos côncavos os raios incidentes paralelos ao eixo principal quando são refletidos, convergem para um ponto que se designa foco principal do espelho. Este é um foco real, porque pode ser projetado num alvo. Forma-se na intersecção dos raios refletidos, á frente do espelho.

Nos espelhos convexos, os raios incidentes paralelos ao eixo principal, quando são refletidos divergem. Os prolongamentos dos raios refletidos encontram-se num ponto, o foco principal do espelho. Este é um foco virtual, porque não pode ser projetado. Forma-se no prolongamento dos raios refletidos, para trás do espelho.





 lentes-conv-div.jpg


 Olho:


Os nossos olhos são detetores de luz que funcionam como a câmara escura de uma máquina fotográfica. A luz que provém dos objetos atravessa a córnea, passa através de um orifício - a pupila - e chega ao cristalino, que é uma lente. O cristalino muda o trajeto da luz, produzindo na retina, que contém células visíveis á luz, uma imagem invertida e mais pequena. As ramificações do nervo óptico que chegam á retina enviam sinais ao cérebro, que interpreta a imagem, permitindo-nos ver os objetos como realmente são.
 
 
funcionamento-olho-8b.jpg
 
 
Defeitos de visão:
 
defeitos-visao2-8b.jpg
 
 
 
A Miopia- a imagem dos objetos distantes é focada à frente da retina e não sobre ela. A miopia é consequência de um globo ocular demasiado longo ou de um cristalino demasiado convergente.
 
A Hipermetropia- a focagem da imagem dos objetos é feita atrás da retina, devido a uma deficiência no globo ocular ou devido a um cristalino pouco convergente.
 
O Astigmatismo- a córnea tem uma curvatura irregular, originando uma focagem deficiente.
 
Dispersão da luz: 
 
Quando a luz solar (luz branca) incide numa das faces de um prisma, a luz refrata-se, sofrendo uma decomposição nas sete cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta). Esta decomposição acontece porque cada uma das cores viaja a velocidades diferentes e por isso separam-se umas das outras.
 
 
 
 
Arco-íris O arco-íris forma-se quando está a chover e a fazer sol ao mesmo tempo. É um exemplo da dispersão da luz em que as gotas funcionam como um prisma. Na formação do arco-íris cada gota de água reflete uma cor diferente. Para observar o arco-íris temos de nos colocar de costas voltadas para o Sol.

 
 
 
Luz e cor:
 
 
Cores primárias e secundárias da luz

As cores primárias da luz são o verde, o vermelho e o azul, que juntas formam a luz branca, tal como as cores secundárias: amarelo, azul ciano e magenta.

 
Cor dos objetos

 A cor dos objetos resulta da luz que eles reenviam (reflexão difusa) para os nossos olhos, a qual depende:

- da sua composição química;
 
- da cor da luz com que o objeto é iluminado.

A cor que vemos resulta assim da absorção e da radiação incidente.

Quando iluminados com luz branca:
  • O objeto é preto se absorver todas as cores que nele incidem.
  • O objeto é branco se não absorver nenhuma cor, a luz é refletida na totalidade. 
  • O objeto é vermelho se absorver o azul e o verde e refletir o vermelho.
Quando o objeto não é de uma cor primária:
  •  - O objeto é amarelo quando absorve o azul e reflete o vermelho e verde.
Quando a luz não é branca:
  • Se um objeto for iluminado com luz da sua cor, apresenta a sua cor
  • Se for iluminado com uma das cores que constituem a sua cor, apresenta essa cor. Por exemplo, um objeto amarelo iluminado com luz vermelha fica verde.
  • Se for iluminado com luz de uma cor que este absorva, fica preto.
 
 
Espectro eletromagnético:
 
 
 
 
 

 







 
 
 
 

 








* Som



Os sons são produzidos por vibrações de partículas. As ondas sonoras são mecânicas e longitudinais.

Propriedades do som:

  • Altura- permite distinguir sons agudos, finos ou altos de sons graves, grossos ou baixos. A altura do som é tanto maior quanto maior for a frequência da onda sonora.

  • Intensidade- permite distinguir sons fortes de sons fracos. A intensidade de um som é tanto maior quanto maior for a amplitude da onda sonora.

  • Timbre- permite distinguir sons com a mesma altura e a mesma intensidade, mas produzidos por fontes sonoras diferentes.


Propagação do som:




Velocidade de propagação do som:

A velocidade de propagação relaciona a distância percorrida com o intervalo de tempo:
 
A velocidade de propagação também relaciona o comprimento de onda com a frequência (ou com o período):
















  • Reverberação:

A reverberação dá-se quando o obstáculo se encontra a menos de 17 m. Neste caso existe apenas a sensação de prolongamento do som não se conseguindo distinguir o som original do som refletido.





  • Ressonância:
A ressonância ocorre quando a frequência natural de vibração de um corpo é igual ou múltipla da frequência de vibração da fonte sonora. o resultado é uma maior amplitude da onda sonora e um som mais forte.
Certos materiais absorvem parte da energia sonora, constituindo por isso isoladores sonoros.

Ouvido Humano:



Espectro sonoro:



O nível sonoro e os audiogramas:

O nível sonoro é uma escala (medida em decibéis) que avalia comparativamente as intensidades dos sons.
Os audiogramas são gráficos onde se representa o limiar da audibilidade em função da frequência e do nível de intensidade sonora. 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

* Ondas


Onda- é a propagação de uma perturbação num meio material ou não.



Classificação de ondas: 


Quanto à sua natureza:

  •  Ondas mecânicas:   
Ondas que se propagam num meio material. Ex: ondas do mar, ondas sonoras, ondas sísmicas, etc.

  • Ondas eletromagnéticas:  
Ondas que não precisam de um meio material para se propagarem, propagam-se no vazio (ou no vácuo). Ex: ondas luminosas, ondas rádio, micro-ondas, ondas ultravioletas, etc.


Quanto à direção da perturbação:

  • Ondas longitudinais:
A direção da perturbação é igual à da propagação da onda. Ex: ondas sonoras.

                            
      


  • Ondas transversais:
A direção da perturbação é perpendicular à direção da propagação da onda.
 
 
Nota: Uma onda transporta energia e não transporta matéria.


Ondas:    

  • Periódicas:  
As suas características repetem-se no espaço e ao longo do tempo.
          
  • Não periódicas:
As suas características não se repetem nem no espaço e nem ao longo do tempo.
                       

sexta-feira, 1 de março de 2013

* Temperatura ≠ Calor


Temperatura:

- mede-se com termómetro;
- grandeza física que se relaciona com o grau de agitação das partículas;
- unidade no SI (Sistema Internacional)= K (Kelvin);
- unidade normalmente utilizada= C (Celsius);


Calor:

- Pode ser calculado;
- Mede-se em Joule (J);
- medida de energia térmica transferida entre corpos a temperaturas diferentes

Energia potencial gravítica (Epg):

- Todos os corpos possuem epg;

                         epg = m×g×h = mgh (m=massa Kg; h=altura)


Energia cinética:

   
                          Ec = 1/2 ×m×v^2 (v=velocidade m/s)